Paralisia Cerebral

O que é a paralisia cerebral?

Paralisia Cerebral é o termo usado para designar um grupo de desordens motoras não progressivas, porém sujeitas a mudanças, resultante de uma lesão no cérebro nos primeiros estágios do seu desenvolvimento. É um termo antigo e significa que a parte motora do cérebro sofreu uma agressão, não significa que o cérebro está paralisado.

Em cada 1000 bebés, em média, 2 serão afectados por Paralisia Cerebral. Todos os anos, em Portugal, são diagnosticados cerca de 200 novos casos de Paralisia Cerebral, em crianças.

Como se classifica a Paralisia Cerebral?

A Paralisia Cerebral pode ser classificada de acordo com a natureza da perturbação do movimento que predomina:

Espástica  – É o tipo mais comum de Paralisia Cerebral. Caracterizada por um aumento do tónus muscular com limitação da capacidade de relaxamento muscular da região envolvida. Dependendo das partes do corpo envolvidas, a Paralisia Cerebral espástica é classificada como: hemiparésia – afectando o membro superior e inferior do mesmo lado do corpo (hemiparésia esquerda ou hemiparésia direita); diplegia – ambos os membros inferiores estão predominantemente envolvidas; tetraparésia – em que são atingidos os quatro membros e o tronco.

Atetose/Distonia – Caracterizada pela presença de posturas e movimentos involuntários da face, tronco e membros, que normalmente interferem com a fala e a alimentação. Os sintomas podem piorar em situações de tensão emocional e podem ir embora durante o sono. Os movimentos podem ser distorcidos (atetose) ou podem envolver a permanência numa posição irregular (distonia). Ataxia  – O quadro clínico é dominado pela perturbação da coordenação e do equilíbrio. Os sintomas característicos incluem cambalear o tronco, dificuldade de manter os membros firmes e movimentos inconstantes dos olhos.

Mista –  Uma combinação de sintomas de pelo menos dois dos subtipos anteriores.

Quais as causas da Paralisia Cerebral?

A causa mais comum de Paralisia Cerebral é a falta de oxigénio na hora do parto, a criança nasce sem chorar, com cianose, e com dificuldade de respirar após o nascimento. A segunda maior causa de Paralisia Cerebral é a prematuridade, por melhor que sejam os cuidados médicos dados ao prematuro, o pulmão da criança e o seu cérebro não estavam preparados para nascer, e isto pode ser a causa da Paralisia Cerebral. Contudo, as crianças expostas durante a gravidez a tóxicos (como droga, tabaco e álcool) ou infecções (como rubéola, sífilis, SIDA) podem nascer com malformações cerebrais que causam Paralisia Cerebral. Num grande número de casos não é possível, actualmente, determinar a causa da Paralisia Cerebral.

Quais os problemas associados à Paralisia Cerebral?

Para além das perturbações motoras, são frequentes nas pessoas com Paralisia Cerebral: atraso cognitivo, perturbações visuais e auditivas, epilepsia, dificuldades de aprendizagem e défice de atenção. As alterações motoras da Paralisia Cerebral aumentam ainda o risco de patologia ortopédica secundária.

Qual o diagnóstico e prognóstico da Paralisia Cerebral?

O diagnóstico de Paralisia Cerebral é habitualmente suspeitado pela associação de atraso na aquisição das competências motoras e alterações do tónus muscular, reflexos e padrões de movimento. Este diagnóstico é basicamente clínico, embora exames como Tomografia Computadorizada Axial (TAC) ou Ressonância Nuclear Magnética sejam necessários para confirmar o exame clínico ou excluir possíveis causas de problemas motores. Alguns outros exames devem ser solicitados pelo médico, como o Electroencefalograma e outros exames laboratoriais, desde que ele julgue necessário para o diagnóstico da criança. A Paralisia Cerebral geralmente é uma condição crónica, mas em geral não piora. Algumas crianças são severamente afectadas e têm dificuldades para o resto da vida. Outros podem ter sintomas leves de Paralisia Cerebral durante a infância, mas depois desenvolvem tónus muscular normal e habilidades motoras. Em alguns casos, os sintomas da Paralisia Cerebral mudam com o passar do tempo. Por exemplo, o tónus muscular diminuído (hipotonia) na infância pode evoluir para tónus muscular aumentado (hipertonia) com o avançar da idade.

Como prevenir a Paralisia Cerebral?

Para ajudar a prevenir a Paralisia Cerebral, os médicos encorajam as mulheres grávidas a fazerem acompanhamento pré-natal regular, que começa o mais cedo possível e se estende por toda a gravidez. Porém, visto que, a causa da maioria dos casos de Paralisia Cerebral não é conhecida, esta torna-se muito difícil de prevenir.

Qual o tratamento apropriado à Paralisia Cerebral?

O tratamento da Paralisia Cerebral depende de cada pessoa. A maioria das pessoas com Paralisia Cerebral beneficia de fisioterapia e de terapia ocupacional. Algumas precisam de muletas e apoios para as ajudar a ficar de pé e andar. Existem, ainda, pessoas que podem ter que se submeter a procedimentos cirúrgicos, como liberações de tendão ou cirurgias ortopédicas (especialmente nos quadris e na espinha). Algumas também precisam de tratamento para reduzir a espasticidade, que pode incluir medicamentos tomados via oral, injecções intramusculares ou cirurgia. As pessoas com Paralisia Cerebral grave não podem comer e respirar sem broncoaspirar (inspirar coisas que normalmente não deveriam entrar nos pulmões como os alimentos), estas podem precisar ser alimentadas através de uma sonda (tubo) inserida pelo nariz até o estômago.

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